domingo, 26 de julho de 2015

CRÔNICAS DE UM POLICIAL LINHA DE FRENTE: Resgate no morro dos macacos!

Início da década de 90. Recém formado na Academia de polícia Civil, era aquele policial linha dura. Uma colt 1911 na cintura e uma ideia na cabeça: Varrer os vagabundos da cidade! Estava lotado na minha primeira delegacia. Eram tempos difíceis de se fazer polícia. Afinal, o escrivão ainda usava a velha máquina de escrever para registrar ocorrências e a nossa comunicação era deveras precária: Só contávamos mesmo com o velho rádio e o telefone fixo que, em boa parte das delegacias vivia mudo. Mas a vontade de fazer polícia sempre correu em minhas veias. A vocação falava mais alto. Não tinha missão pra nos meter medo não! Faltava colete e grande parte das armas que usávamos eram nossas, mas, sobrava força de vontade e determinação!
Havia um pequeno grupo de policiais mais antigos que se destacava pela técnica investigativa e bravura. Eram os meninos de ouro da Polícia Civil!
As imagens daquele sábado de manhã passeiam indeléveis em minha memória: Eram 7 horas da manhã e meu plantão chegava ao fim. A equipe que iria nos substituir chegaria às 8:00 hs. Não havia dormido a maior parte da noite, por conta das rondas em busca de uma quadrilha armada que havia praticado alguns assaltos na nossa circunscrição. Nesta época a Polícia Civil era mais atuante! O policial linha de frente era um caçador mesmo! Usavamos muito o "Alto de resistência à prisão". Se um vagabundo atirasse contra um policial, morria na hora ou no nosso próximo plantão!
Pensava que este fim de plantão fosse tranquilo e pudesse enfim descansar, mas, não era isto que nos havia sido reservado para aquele momento. O rádio interrompeu meu cochilo: Assalto em andamento na primeira rua. Joguei uma água no rosto,peguei uma 12 com bandoleira( A velha Colt 45 não saia da cintura!), entrei rapidamente na viatura juntamente com mais três parceiros. Seguimos com a sirene ligada até cerca de quatro quadras antes do local do crime e desligamos para não chamar atenção dos criminosos.
vinte minutos depois, chegávamos à residência assaltada. O quadro era grave: Um casal e sua filha de apenas 6 anos, foram assaltados quando abriam a garagem de casa pra sair. Os vagabundos levaram a senhora pra dentro da casa, a estupraram e balearam seu marido no braço, quando ele tentava defender a esposa! Os três bandidos já haviam fugido levando o carro da família. Pedí uma ambulância pelo rádio, pois a vitima de baleamento sangrava bastante e o casal estava em choque, tanto que somente quando meu parceiro perguntou se havia mais alguém na casa, é que o casal lembrou de Manoela, a filhinha que, na hora do assalto, já estava no interior do carro e acabou sendo levada pelos vagabundos!
Pela descrição dos assaltantes, sabíamos que um deles era o nego Jô, um menor de 17 anos que já haviamos detido anteriormente e que, por força da lei, saiu da delegacia rindo da nossa cara. A senhora, afirmou que foi justamente este menor que a estuprou e baleou seu marido. Este bandido só era menor mesmo pra lei e para os direitos dos manos, ou melhor, direitos humanos, pois era um estuprador e assassino frio. Já havia assaltado e morto um PM, apenas para levar seu revólver. E foi justamente este revólver que nego Jô usou naquele assalto.
Saímos em perseguição. Não podíamos mais perder tempo. Já havíamos solicitado apoio pelo rádio, para que outras viaturas cercassem as saídas da cidade e evitassem que os vagabundos levassem o veículo com a criança pra um local ainda mais distante, pois, isto dificultaria mais ainda sua localização! Embora, muito novo, sempre tive faro para o serviço policial: Minha facilidade em fazer amizades me trouxe um leque de informantes que nos ajudavam bastante! Fomos direto à casa de um infomante e ele nos deu uma informação de ouro: Disse que Nego Jô e seus dois comparsas passaram a noite e parte da madrugada na boca de fumo da Branca, uma conhecida traficante da área. Partimos para a casa da Branca. Quando meu parceiro João se adiantava para abordar a traficante, o segurei pelo braço e pedí para que ele me deixasse falar com ela. Certamente Branca não abriria o bico pra ele, pois, João teria dado uns tapas nela, por ocasião da sua prisão, havia uns dois meses atrás. Cheguei na traficante, lhe dei boa noite! Havia uma garotinha brincando no seu colo! A traficante foi logo falando: _Num tô devendo nada pra justa! Que cês querem aquí no meu barraco? O diálogo foi tenso: Branca olhava o tempo todo pra minha pistola Colt que insistia em mostrar o cabo pra fora da cintura!
_Dona Branca! Essa garotinha que tá no seu colo. O que ela é pra senhora?
-Minha neta, por quê? Que tá pegando?
-Calma Dona Branca! Ninguém tá aquí pra lhe prender! Veja bem: Vamos resolver logo isto pra senhora ficar em paz! O Nego Jô e mais dois elementos, assaltaram uma família, estupraram uma senhora, balearam seu marido e ainda levaram uma garotinha que tem mais ou menos a idade da sua neta! Já tenho informações de que eles passaram a noite se drogando aquí na sua casa. O que a senhora quer? Ajudar a localizar os vagabundos e a criança ou ser levada agora pra delegacia? Estou querendo resolver tudo na calma, mas, minha paciência tem prazo de validade!
_Não sou cagueta, mas, vô falá só por causa de quê tem criança envolvida! O Nego Jô passou por aquí a noite e deve de tá agora entocado na casa da tia dele no morro dos macaco!
A traficante deu um sorriso de deboche: _Aquele preto tem o corpo fechado em terreiro! Bala num fere ele não!
Ela se referia ao fato de muita gente temer o bandido, em virtude dos boatos de que Nego Jô teria o corpo fechado!
Anotamos o endereço e partimos com a sirene desligada!
A esta hora, a adrenalina estava a mil, embora, eu sempre tenha sido frio, não tinha como evitar esta emoção!
Localizamos o barraco no morro. Eram aproximadamente 8:30 da manhã. Três policiais da outra equipe que vinha nos render chegaram em nosso auxílio. A esta hora, mais nada me importava. Só tinhamos um desejo: Resgatar a menina com vida e prender nego jô!
Quando chegamos a uns 50 metros e nos preparávamos para cercar o barraco, percebí o gol vermelho com a criança dentro, olhando pela janela. O carro estava na lateral do barraco. fomos recebidos a bala! Eram muitos tiros. Depois constatamos que os três estavam armados de pistolas e revólver 38 com farta quantidade de munição. Bandido é raça covarde, mas, eles estavam muito drogados e isto os empurrava contra nós!. Me abriguei e efetuei dois disparos com a Colt 45. Não acertei nenhum tiro. Os vagabundos estavam longe e abrigados no barraco. Nesta hora você tem que pensar rápido! Já havia pedido pra ninguém atirar na direção do carro com a criança! Um dos bandidos conseguiu fugir pelos fundos. ninguém conseguiu evitar! Restavam dois vagabundos que, não paravam de atirar! Um de meus parceiros me puxou pelo braço e me mostrou marcas de sangue na minha jaqueta. Foi aí que ví que tinha sido baleado de raspão no braço e esta marca quardo até hoje como troféu! Arregacei a manga do braço direito e ví que foi apenas um pequeno ferimento! Percebí que os tiros que partiam do barraco vinham da porta e da janela esquerda. Terminei um carregador da 45 e paramos de atirar! Nego Jô alterava tiros de pistola 7,65 e do revólver 38. A situação era tensa demais! Tinha medo da criança sair do carro e ser atingida! Não tinha filhos, mas, aquela menina, embora não a conhecesse ainda, era como se fosse minha filha! Chamei Rubens, um dos meus parceiros que havia cursado academia de polícia junto comigo para que entrássemos na mata e tentássemos nos aproximar um pouco mais do barraco, para tentar um tiro mais preciso. Rúbens nem exitou e apertou minha mão, como se falasse " Vamos lá parceiro! Vamos pra dentro!"
Entrando pela mata lateral, chegamos a uns 35 metros do barraco, sem disparar um único tiro, pra não chamar atenção! A pistola Colt estava molhada de suor que escorria das minhas mãos. A adrenalina estava a mil. Um dos parceiros que havia ficado atrás da viatura trocando tiros foi baleado a altura do abdomem e sangrava bastante. Não voltamos para observar nada, pois ouvimos todos comentários e a movimentação dos outros parceiros socorrendo o policial baleado numa das duas viaturas que tínhamos no momento. Pronto. Perdemos, momentaneamente, três policiais: O baleado e os dois que o transportaram para o pronto socorro da vila! Agora so éramos quatro policias. Isto deu mais força aos bandidos! Os vagabundos, drogados, comemoravam o baleamaneto do nosso parceiro! Nego Jô parou de atirar (creio que para recarregar suas armas). Pensei em atirar com a 12, no momento em que um dos vagabundos fosse atirar na equipe que se abrigava atrás da viatura, mas, Rubens falou ao meu ouvido:
_Cadê o sniper?
_Que sniper parceiro? _Tá louco?
Rubens tirou a 12 da minha mão e me passou o rifle Puma 38 que carregava:
_Parceiro, vai na fé que este tiro é seu!

Só aí que caiu a ficha: Fui primeiro colocado em prática de tiro na Academia de polícia e muitos me chamavam de Sniper, assim meio que na brincadeira, pois sempre atirei bem! Minha nota de tiro havia sido a maior de todos os tempos da Academia de polícia Civil, segundo o instrutor ! Não era a toa que, mesmo quando estava de folga, alguns parceiros, até de outras delegacias,me chamavam para integrar a equipe em missões de risco! E ponha risco nisto: Nem todos usávamos colete a prova de bala e faltava tudo. às vezes, tínhamos que comprar até munição!
Nego jô voltou a atirar e sua pistola engasgou. Esbravejou um palavrão e começou a utilizar o revólver! Me posicionei na posição deitado, atrás de uma árvore e usei meus braços como bipé! Falei pro Rubens que, quando pudesse, atiraria e que, depois do tiro, deveríamos abandonar o local imediatamente para que os vagabundos não soubessem nossa posição! Nego Jô não sabia que eu estava a menos de 40 metros dele e muito menos imaginava que, eu sempre gostei de tiro de precisão: Com aquele rifle Puma, eu costumava acertar balões pequenos a 150 metros, apenas com a mira aberta sem apoio. É claro que num tiroteio, é diferente! O stress muda tudo! Mas, estava preparado!
Deu pra ver que a menina estava em prantos, no banco de trás do carro, olhando pela janela! Tinhámos que fazer alguma coisa! Era um trabalho em equipe: Os parceiros que ficaram lá atrás, distraiam os vagabundos na troca de tiro. Depois soubemos que um dos policiais que ficou atrás da viatura, atirava de olhos fechados, devido ao medo de ser baleado que nem seu parceiro: Coisas que acontecem e que ninguém comenta fora das rodas policiais!
Me certifiquei que o rifle estava carregado e me concentrei. Nego Jô, passou alguns minutos sem disparar (Pensei até que tivesse fugido pelos fundos), mas o outro vagabundo vulgo Japonês atirava sem parar! Continuei enquadrando a porta na mira aberta do rifle, pois era de lá que Nego JÔ havia atirado o tempo todo. Como nem imaginava a nossa posição, o vagabundo meteu a cabeça na porta. Ora, a porta do barraco era de madeira e seria facilmente transfixada pelo projetil do rifle .38, Foi justamente isto que me veio a cabeça. Calculei o local da porta, onde, atrás, estava seu peito; Tentei manter o rifle o mais imóvel possível(embora fosse difícil!) e naquele momento, não ouví mais nada. Passavam mil coisas na minha cabeça! Era só eu, a arma e o alvo! Nem sentí o gatilho! O silêncio foi quebrado com o disparo do Puma! A porta que estava entreaberta se fechou! Corremos e mudamos de posição, pois pensei ter errado mesmo o tiro! Calculei que o vagabundo se assustou e fechou a porta. Ficamos aguardando! O outro comparsa de Nego Jô saiu do barraco abrindo o caminho a bala e veio passar bem ao lado da posição em que eu e Rubens estávamos! Não deu outra: Peiiiiiiii! Era o grito da Colt disparada pelo Rúbens: Ele deu um tiro que pegou à altura do joelho e quase arranca a perna do vagabundo! O bandido largou sua pistola imediatamente e caiu gritando no chão! O algemamos e perguntamos pelo Nego Jô! Japonês disse que ele foi baleado!
A essa altura, a equipe de policiais que estava na viatura, já havia avançado e chegado até nós. Apanharam o bandido baleado e o jogaram no porta malas da viatura. Não, sem antes, cercarmos o barraco e fazer a festa: Nego Jô estava caído bem rente a porta! Quando foi atingido, ele caiu com o corpo pressionando a porta para frente, por acaso! Coloquei a mão pra sentir seu pulso e o pescoço e constatei que acabava alí uma carreira de crimes hediondos! Se ele tinha o corpo fechado, o rifle puma 38 e a minha pontaria serviram de chaves para abri-lo! Apesar da pouca idade, foram vários latrocínios, estupros etc,etc, etc
Sei que era um ser humano, mas, a comemoração foi invitável! A equipe toda se abraçava! Estávamos preocupados com nosso parceiro baleado. Combinamos de, após os procedimentos legais, irmos direto ao hostpital ver como ele estava! _A menina! Gritou Rubens! A primeira preocupação era se certificar de que realmente não havia mais nenhum perigo iminente! Agora, escutava o choro da Manoela!
Corremos até o gol vermelho e coloquei a menina no meu colo! Nunca havia sentido um abraço tão apertado em minha vida! Desabei no choro de tanta emoção!( estou chorando agora só de lembrar)
Fui dirigindo o gol vermelho com a Manoela do meu lado, até sua casa! Soube por familiares que seus pais estavam bem e ficaram de ligar para o hospital avisando que a menina tinha sido resgatada com vida! Só para vocês terem uma ideia da periculosidade dos vagabundos, a menina nos disse que logo após o assalto, Nego JÕ falou pros comparsas que eles deveriam jogar a menina em um rio que passava na vila, pois a criança poderia atrapalhar a fuga deles!
Fomos pra delegacia, onde o delegado lavrou o auto de resistência à prisão, justificando assim a nossa reação e a morte do bandido mais perigoso daquela região! Você sabia que o atual governo quer acabar com este procedimento, só pra ferrar mais ainda com a vida do policial? Pois é: Se acabarem com o "Auto de resistência à prisão", o policial que trocar tiros e ferir mortalmente um bandido, dependendo das circustâncias, pode ser preso e responder por homicídio doloso. Isto é um absurdo e poderá ser o fim dos policiais linhas de frente que, nos dias de hoje, já são tão difíceis de serem encontrados! Mas ser polícia é sacerdócio mesmo! Já pensou ganhar pouco para correr um risco danado e quase nunca ter seu trabalho reconhecido por ninguém?
Os procedimentos foram finalizados quase duas horas da tarde! Estava exausto e ao mesmo tempo em alerta devido a operação policial de alto risco que fizemos. Mas, quem disse que depois disto tudo fui pra casa descansar? Eu, o Rubens e mais dois guerreiros fomos pro hospital pra ver nosso parceiro baleado no abdomem! Graças a Deus, ele passava bem, mas, o tiro de 7,65 fez um bom estrago nele! Depois, enfim, fui pra casa!
As manchetes nos jornais do dia seguinte eram mais ou menos assim: "Policias resgatam menina e matam bandido!" "Nego Jô tomba com tiro no peito!" "Durante intenso tiroteio, dois polciais são baleados e um bandido tomba!" A manchete se referia a mim como um dos baleados, mas, eu peguei apenas três pontos no cotovelo e foi muito superficial, graças a Deus!
Passados alguns dias, estava eu na porta da delegacia, quando parou o gol vermelho e saiu correndo a menina que havíamos resgatado dias atrás. Ela me abraçou, me chamou pelo nome e me agradeceu pelo que fizemos. Na ocasião, ela me deu de presente um boneco que levava no colo! Agradecí ! Seus pais também se emocinaram com a cena Todos voltaram pro carro e se foram! O tempo se foi, mas, as lembranças ficaram impregnadas na minha alma! Onde andará Manoela?
Wsniper

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

O uso do colimador eletrônico na calibragem de miras e lunetas de armas !

A pedidos, estou fazendo esta breve matéria sobre o colimador! Por incrível que pareça, até mesmo atiradores com CR e praticantes de tiro experientes desconhecem esta ferramenta ou não sabem usa-la corretamente!
A primeira consideração que faço é com relação a dúvida: Em que armas posso utilizar o colimador? Podemos utilizar em qualquer arma de pressão ou de fogo, tanto nas armas curtas quanto nas longas!
O colimador, normalmente vem com adaptadores para vários calibres, desde o 4,5mm até o .50mm.Como vocês podem ver na imagem acima!
Ele é introduzido no cano da arma e emite um laser que mostra a possível trajetória do projeti através do raiamento do cano! Desta forma, o atirador poderá calibrar a mira ou luneta do rifle ou arma curta, sem precisar fazer nenhum disparo!É claro que esta ferramenta tem técnicas corretas para ser utilizada: Ângulo, distância do alvo, tipo de ponteira do cano da arma etc
Foto tirada no momento em que calibrava a mira aberta de um rifle!

O colimador, instalado em um revólver .38, mostra a trajetória do projetil!

*Quer aprender tudo sobre a correta utilização do colimador para calibrar lunetas e miras abertas e ainda conhecer tudo sobre armas de fogo, armas de pressão, e técnicas de tiro esportivo e de defesa?
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

ATIRADOR DE ELITE: Técnica, sangue frio e vidas a salvar!:

"Não atiramos para acabar com uma vida, mas para salvar outra"

Conheça os snipers brasileiros, atiradores de elite da Polícia Militar que jamais podem errar
Oficialmente, as Forças Armadas dos Estados Unidos registram 160 inimigos abatidos pelo sniper americano Chris Kyle durante as guerras no Iraque e no Afeganistão. Em sua autobiografia, que virou filme indicado ao Oscar, Kyle alega que o número de alvos atingidos com sucesso passa de 200. A história de guerra, heróis, inimigos e patriotismo - com direção de Clint Eastwood - não agradou a academia e levou apenas uma estatueta - melhor edição de som -, das seis a que tinha sido indicada. Aqui no Brasil, onde as atividades das nossas Forças Armadas são mais limitadas, os atiradores de elite são menos requisitados. Mas em um país que figura entre os mais violentos do mundo, são os snipers policiais que estão sempre em alerta.
Enquanto Chris Kyle(foto acima) teve que lidar com terroristas dentro do território inimigo, os snipers policiais entram em ação contra assaltantes, traficantes, sequestradores e suicidas. “É a atividade que escolhe você, não você quem escolhe ser um sniper”, diz o Capitão Ricardo Orlandi Folkis, do Gate – Grupo de Ações Táticas Especiais, divisão da polícia militar do estado de São Paulo.
A carreira de um atirador de elite começa com o concurso público para ingressar na PM. Só após dois anos atuando na patrulha é possível se candidatar para ingressar no Gate. As inscrições costumam ter mais de 300 candidatos para cerca de 30 vagas. Após testes físicos e psicológicos, uma avaliação do histórico profissional, que inclui consulta à Corregedoria, e uma prova escrita, os selecionados para o curso do Gate passam um mês em treinamento pesado. Ao final, apenas metade dos estudantes se forma. Mas o Capitão Folkis ressalta que, apesar do treinamento e do curso intensivos, os recém admitidos começam como “estagiários” na tropa.
Ao longo desse período inicial, em que passam por experiências em todas as áreas do Gate, como armamentos e explosivos, os snipers podem ser identificados por uma espécie de “olheiro” da polícia. “Nesse momento, a avaliação do perfil psicológico do candidato a sniper policial é mais rigorosa que a avaliação física ou técnica”, explica o Capitão Folkis. Segundo a PM, diante do menor desvio de conduta ou indicação de um possível problema, o policial é desligado.
O treinamento de um atirador de elite dura cerca de dois anos. Só depois desse período ele começa a atuar sem a supervisão de um instrutor. O fato, no entanto, é que um atirador nunca está totalmente sozinho. Ele trabalha em parceria com o observador. E são necessários mais dois anos de experiência para que o sniper policial possa ter autonomia em uma ação. Automia essa que só é concedida em cada caso após o "sinal verde" do comandante da operação.
Desde a fundação do Gate, em 1987, os atiradores de elite só tiveram que disparar em sete situações. Mas são chamados de três a quatro vezes por mês. São requisitados principalmente em casos que envolvem reféns sob mira de alguma arma. Também atuam em ações da táticas da polícia, como incursões em ambientes hostis, rebelião em presídios e proteção de autoridades. Em 2001, durante visita do ex-presidente americano Bill Clinton, atuaram em parceria com o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
Ex-maridos alcoolizados e inconformados que tomam familiares reféns também são personagens comuns em situações que requerem a presença dos snipers brasileiros. Enquanto a negociação se desenrola, os atiradores devem manter inabalados o foco e a concentração. Podem aguentar horas em posição. “Não tem situação mais ou menos complicada, em todas estamos lidando com vidas”, conta Folkis.
O capitão ressalta que, quando é preciso atirar, “o tiro não é para tirar uma vida, mas para salvar outra”. “A atividade de um sniper da polícia e um sniper das Forças Armadas Americanas pode ser bem diferentes, mas com certeza a pressão do momento e a cobrança são as mesmas", diz Folkis. “Uma diferença importante entre os dois é que, para o militar, de um limite pra trás é tudo inimigo e não há uma negociação. Já o sniper policial não pode errar e tem apenas um alvo”, conclui.
Um fuzil FN 30-11(foto acima), de fabricação belga e calibre 7,62mm, é a ferramenta de trabalho, ao lado do uniforme com colete à prova de balas, do telemetro (que mostra distância do alvo e velocidade do vento), do rádio comunicador e de uma luneta. No momento, uma licitação internacional está em curso para a troca do FN pelo fuzil Remington 700(foto abaixo), de fabricação americana, calibre 7.62.
Os atiradores podem acertar um alvo de 3 centímetros a uma distância de 100 metros. O capitão Folkis conta que a maior distância de um alvo atingido por um atirador de elite em uma operação com refém foi de 32 metros. Em casos com refém e com boa visibilidade, a mira é direcionada para um ponto entre o lábio superior e o nariz do suspeito.
Conversamos com dois atiradores de elite do Gate: M.M., de 33 anos, e G. E. de, 34. Ambos repetem as palavras do Capitão Folkis ao dizer que é “função que escolhe o policial”, não o oposto. Como diferencial, listam muito estudo técnico e comprometimento. “Temos situações em que é preciso saber julgar o que é ético, moral e legal. Nem tudo que é legal é moral”, diz M. “Não julgamos vidas, julgamos situações”.
E. aponta o estresse, a pressão psicológica e a confiança depositada na função os grandes desafios em uma operação com refém. “Nessas situações, precisamos passar confiança para os outros e para o país”.
Nas horas vagas, não há a pressão psicológica nem o estresse. Mas eles continuam a lidar com alvos e munições, já que um passatempo frenquente são jogos de videogame como Counter Strike e Sniper Hero. O livro “Não Há Dia Fácil”, que narra a operação que resultou na captura e morte de Osama Bin Laden, chegou a ser inspiração para E., que relatou ter usado passagens da obra em situações reais.
E a empolgação é visível ao falar de “Falcão Negro em Perigo”, filme de ação de Ridley Scot que relata uma desastrosa operação dos Estados Unidos na Somália, e das séries "Flashpoint", "The Unit", "Southland" e "Homeland", todas com temática policial ou de segurança.
Perguntado sobre qual o sentimento de atuar numa posição de elite da polícia, M. responde: “é como ser escalado para a seleção brasileira”.
Fonte:istoe.com.br

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domingo, 31 de maio de 2015

Manutenção em uma carabina de pressão Daisy Power Line 880


Acabamos de fazer manutenção em mais uma carabina de pressão Daisy Power line 880, calibre .177 ou 4,5mm!
Como esta arma é americana e não há venda de peças de reposição no Brasil, tivemos que fabricar e adaptar orings e algumas peças pra ela, mas, o resultado valeu a pena: Depois de mais de 10 horas de trabalho na oficina e algumas saídas para comprar alguns outros materiais, a arma ficou perfeita! Na imagem abaixo, vocês podem ver a arma, quando desmontada em terceiro estágio. Cito que a carabina Daisy foi desmontada também em quarto estágio, para manutenção mais minuciosa!

Já efetuamos vários disparos de teste e a arma ficou perfeita! Aguarde em breve, que faremos um vídeo atirando com ela e postaremos aquí mesmo neste site!

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

LUNETA DE TIRO 3X9X40EG, COM RETÍCULO ILUMINADO ESPECIAL E MIL DOT TÁTICO PARA ARMAS DE PRESSÃO!



Imagens reais da luneta em uso!

Especificações técnicas:


Aproximação: Zoom de 3 a 9 aumentos em alta definição de imagem, pois a sua objetiva é de 40mm (excelente campo de visão)

Retículo: Reforçado Mil dot com rangefinder, o que facilita você calcular a distância do alvo e em que cruz você vai enquadra-lo. O retículo acende em duas cores:Verde e vermelho, com 5 tonalidades em cada cor

Acompanha: Dois mounts para trilhos de 11 ou 20mm, Chave para instalação, flanela, protetor para as lentes e manual

Lentes:Reforçadas,a prova de choque e recuo!

OBS: FRETE GRÁTIS(PAC) com envio do número da sua encomenda para que você rastreie facilmente através do site dois correios! Além do frete grátis, você ainda recebe também o manual de nossa autoria que ensina detalhadamente passo a passo como calibrar a luneta, podendo fazer qualquer consulta diretamente com o autor e instrutor, para tirar qualquer duvida sobre a calibragem, a hora que você quiser!

A luneta pode ser da marca Titan ou World Class, pois âmbas tem as mesmas especificações técnicas e qualidade e são produzidas pelo mesmo fabricante. Só muda a marca impressa no produto!



Se preferir, personalizamos a sua luneta e tornamos este acessório exclusivo com as nossas camuflagens táticas como a da foto acima(tempestade no deserto) ou a tradicional da imagem abaixo, você escolhe!


*Temos o produto para pronta entrega! Pedidos e informações pelo e-mail sniper@tirocentral.com
Aguardo seu contato para tirar qualquer dúvida ou encomendar sua luneta!


sexta-feira, 17 de abril de 2015

CARABINA DE PRESSÃO HATSAN 125-CALIBRAGEM DE GATILHO

A pedidos, vou esclarecer nesta matéria, alguns pontos importantes sobre a calibragem do gatilho da carabina de pressão Hatsan 125! A calibragem do gatilho "QUATTRO TRIGGER" é a mesma, para os calibres 4,5 e 5,5mm.
A calibragem do gatilho da Hatsan deve ser feito corretamente, pois, está diretamente relacionado à segurança e precisão da arma!
Se o gatilho ficar muito sensivel, a arma pode disparar sozinha e causar até mesmo um acidente com morte!
Por outro lado, se o gatilho ficar muito pesado, adeus precisão da arma!
Existem três parafusos de regulagem, localizados embaixo do gatilho, como mostro na foto acima, tirada durante uma das minhas manutenções. O primeiro parafuso é o de ajuste de peso, ou seja, da sensibilidade do gatilho para disparar a arma!
O segundo parafuso é o de ajuste de curso, ou seja:O espaço que o gatilho percorre entre o primeiro estágio e o disparo!
O terceiro parafuso é o de ajuste de peso do gatilho apenas entre o primeiro estágio e o disparo!
Sou armeiro e garanto que este tipo de gatilho é um dos melhores que já ví e com o qual trabalhei até hoje!

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sábado, 21 de março de 2015

FAZENDO VÍDEOS E FOTOS ATRAVÉS DA LUNETA DE TIRO!

É COM ESTE BRINQUEDINHO QUE FAZEMOS ALGUNS DOS VÍDEOS DE TIRO, ATRAVÉS DA LENTE DA LUNETA!
Se você é apaixonado por armas e tiro, curta nosso site www.tirocentral.com

sexta-feira, 13 de março de 2015

Carabina de pressão Taurus Matic "Survival rifle": Mais uma raridade que reformamos!

Não é a primeira carabina de pressão Taurus Matic Survival Rifle que reformamos, inclusive, já postamos outra matéria sobre uma outra arma deste modelo que passou pelas nossas mãos!
Depois da reforma e pintura personalizada, o brinquedinho ficou assim:
Esta arma realmente impressiona pelo seu design arrojado! Fizemos uma camuflagem padrão que combinasse com o estilo agressivo da arma
No detalhe, você pode observar a coronha retrátil.
Você pode ler as inscrições lavradas no aço: "Survival rifle" que, traduzindo significa "Rifle de sobrevivência"!
A arma tem cerca de 30 anos e com certeza a primeira coisa que penso, sempre que vejo esta raridade é: Como é que pararam de fabricar uma arma com reservatório para 25 munições,coronha retrátil e trava e aparência de uma sub-metralhadora com coronha retrátil? Com a palavra, a senhora Taurus!

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segunda-feira, 9 de março de 2015

A CALIBRAGEM DAS MIRAS E O PRAZER DE ATIRAR!

Embora o esporte do tiro seja um conjunto de coisas prazerosas, o que realmente dá prazer e satisfação ao atirador é acertar um belo tiro: Aquele tiro que representa um desafio, seja pela distância ou pelo tamanho do alvo, ou até mesmo pelas duas coisas. Para chegar a este objetivo, o atirador tem que conhecer a arma, a munição ideal e principalmente a técnica de tiro correta. Você pode conhecer tudo isto e muito mais sobre o fantástico mundo das armas, lendo o livro de nossa autoria “ O Fascinante Mundo das Armas de pressão & Fogo”. Pois bem; Para acertar o alvo em cheio, o atirador também precisa estar com a mira aberta ou luneta da sua arma devidamente calibrada.

Existem vários tipos de mira aberta. Atualmente, a grande maioria, tanto das armas de pressão, quanto das armas de fogo vem dotada de mira.......Continue lendo esta matéria no link http://www.tirocentral.com/